quarta-feira, 7 de março de 2012

Crivella toma posse como ministro da Pesca e Aquicultura

BRASÍLIA (DF) – “Deus não escolhe sempre os mais qualificados, mas sempre qualifica os escolhidos!” Com essa frase, o agora ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, encerrou seu discurso em uma das posses mais concorridas do atual governo. Centenas de convidados, incluindo praticamente todo o staff ministerial, sete senadores, o governador do Distrito Federal, dezenas de deputados de vários partidos, além de lideranças e militantes republicanos, lotaram o espaço reservado no Palácio do Planalto para a cerimônia.

“Confio nas qualificações do senador Crivella, que, apesar de sua humildade, ainda nos ensinará a colocar minhocas nos anzóis”, brincou a presidente Dilma, dando boas-vindas ao novo membro de sua equipe e, ao mesmo tempo, comemorando o retorno do PRB ao Poder Executivo.

O evento foi iniciado com o discurso do ex-ministro Luiz Sérgio, que fez um breve balanço de sua gestão e desejou sorte ao seu substituto. “O senador Crivella é uma pessoa apta a dar prosseguimento a nossas políticas e cumprir nosso desafio, que é o de fazer de todo nosso potencial de produção pesqueira uma realidade.”

O novo ministro iniciou seu discurso, interrompido várias vezes por aplausos da assistência, afirmando que apesar de sua inexperiência, “afinal, como destacou a imprensa, nem sei colocar uma minhoca no anzol”, tem um grande desejo de aprender e de trabalhar pela sociedade. “Até porque, aprender a colocar a minhoca no anzol é fácil, difícil é aprender a servir ao próximo, ao cidadão, à sociedade”, lembrou.

O ministro contou que recebeu o convite com surpresa e que em um primeiro momento, chegou a sugerir outros nomes de integrantes do PRB que julgava mais qualificados no tema. “Mas, após insistência da presidente, aceitei, porque não se recusa uma missão, ainda mais a de servir à sociedade.”

Crivella fez questão de lembrar que seu estado, o Rio de janeiro, não será esquecido. “Como, aliás, não tem sido nesse governo. A presidente Dilma, desde sua gestão no ministério do governo Lula, sempre teve uma atenção especial para com o meu estado. Por isso, a quantidade de investimentos em vários setores, como portos, infraestrutura, geração de energia e desenvolvimento industrial. Exatamente por esse compromisso, sei que poderei contar com ela para não promover a quebra de contrato e a agressão a um ato jurídico perfeito que é a atual partilha de royalties do petróleo”, destacou, em um claro sinal de que sua batalha pelo estado não será esquecida em sua nova atribuição, até por contar com “o novo senador Eduardo Lopes, um político que honrou o Rio de Janeiro durante seu mandato como deputado federal”.

O ministro fez uma defesa enfática do governo, apontando inúmeros e inequívocos sinais de desenvolvimento, conseguidos desde a gestão Lula, e mantidos na atual administração Dilma. “Sei de sua preocupação, com nosso País, com nosso povo e com a miséria, que é uma macula em uma nação que é a sexta economia mundial. Preocupação essa que fez a presidente arriscar a própria saúde, travando em paralelo uma luta pela sua vida sem esquecer a vida se seus concidadãos.”

Crivella elogiou ainda a mobilização da sociedade, que por meio de redes sociais e avanços na tecnologia das comunicações, está cada vez mais consciente e não se sujeitará ao estrabismo político do passado “no qual nos faltaram líderes que combatessem a miséria. Que fizessem do cidadão sua prioridade. Mas isso é passado, desde a gestão Lula, e do nosso saudoso presidente de honra do PRB, José Alencar, e agora com presidente Dilma, temos lideres, temos compromissos com o povo e temos perspectiva de futuro”.

A citação a José Alencar foi um dos momentos mais emocionantes do discurso do novo ministro, no qual Crivella se permitiu uma pequena quebra de protocolo, para homenagear “a vocação pela cidadania, a simplicidade e a dignidade de um brasileiro que honrou seu País”.

O ministro elencou alguns dos desafios da sua pasta, “muitos dos quais já previstos quando nós, do PRB, ao integrarmos o governo na Secretaria de Assuntos Estratégicos, ajudamos a elaborar o documento com as metas para os nossos 200 anos de Independência (o Brasil 2022), no qual citávamos a necessidade de ampliar nossa produção, que hoje, a despeito de nosso potencial, ainda é inferior a de países como o Peru”.

Crivella lembrou um dos paradoxos do setor pesqueiro. “Precisamos investir na formação de técnicos. Precisamos de uma Embrapa no setor. Pois, apesar de termos mais de 800 mil profissionais de Engenharia registrados no País, possuímos apenas 1,4 mil engenheiros de pesca.”

O ministro concluiu afirmando que acredita acima de tudo no trabalho. “Espero não decepcionar a confiança da presidente Dilma, mas ela sabe que pode contar com meu empenho. Vou me devotar de corpo e alma a aprender a colocar a minhoca no anzol e principalmente a ajudar os milhões de brasileiros que trabalham no setor. Por sinal, quando falei dessa prioridade ao trabalhador, a presidente me disse que esse era o espírito e me deu certeza de que ao me dedicar mais a servir ao cidadão, estarei ajudando mais do que me limitando a ser um especialista.”

A presidente iniciou sua fala afirmando que confia nas qualificações do senador Crivella. Dilma Rousseff lembrou a importância de aliados e dos acordos políticos que garantam a própria governabilidade e afirmou que o PRB é um desses parceiros que sempre colaboraram com o governo. “A entrada de Crivella no governo é um reconhecimento do papel do PRB nessa grande coalizão que nos permite manter o País no caminho da prosperidade e do desenvolvimento humano.”

Dilma citou a fala de seu novo ministro ao dizer que concorda “com Crivella ao dizer que mais importante que colocar a minhoca no anzol é servir ao cidadão. Esse é o aprendizado que queremos no governo”.

A presidente lembrou que o País demorou séculos para se voltar ao cidadão, “tendo inclusive o triste legado da escravidão. Mas agora, após o presidente Lula e o nosso querido José Alencar, encontramos o caminho de governar para o povo. Por isso a importância de ter pessoas como o senador Crivella integrando essa equipe. Um homem que com certeza fará a diferença”.

Dilma Rousseff, que chegou a ficar com voz embargada ao agradecer o trabalho do ex-ministro Luiz Sérgio, concluiu agradecendo a presença do especialista em trabalhar pelo povo, Marcelo Crivella, que “vai dar sequência à grande participação do PRB em nosso governo, participação essa que teve início com o Zé (José Alencar) e que ainda vai dar muitos frutos”. A presidente finalizou com uma mensagem aos republicanos “O PRB não está sendo agregado ao governo. Ele está voltando. Seja bem-vindo!”.

Por Paulo Gusmão

Foto - Roberto Stuckert Filho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vinicius Carvalho - Presidente do PRB de São Paulo)

O crescimento do PRB em 2012 é só um prenúncio do que será 2014

Bastam poucos minutos de conversa com o novo presidente do PRB São Paulo, Vinicius Carvalho, para se sentir contagiado pelo otimismo e fé em mudanças para melhor no Brasil. E esse contágio não é fruto de utopias, mas assentado na experiência de quem já dedicou boa parte de seus 46 anos à população. Advogado, especialista em direito do consumidor, consultor e orientador jurídico, jornalista, radialista e administrador de empresas, Vinicius teve uma atuação destacada na Câmara como deputado federal, onde, ao lado do pré-candidato republicano à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, foi defensor dos direitos do consumidor. Nessa época, idealizou e colocou em prática um projeto social chamado “Jornada da Cidadania” (Jorcid), no qual, com a ajuda de profissionais liberais, órgãos do governo, universidades e voluntários, durante um dia inteiro nos finais de semana, sem cobrar um centavo sequer, oferecia ajuda aos menos favorecidos, como atendimento médico, assistência jurídica e outras atividades. Em seu novo desafio, assumido em 28 de janeiro deste ano, Vinicius Carvalho tem o objetivo de semear esse modo de fazer política por todo o Estado de São Paulo. Tarefa que considera mais do que possível porque “o cidadão quer a política compromissada com o público. E já identificou o PRB e seu jeito 10 de fazer política como o novo”. Sereno, mas convicto, garante que o crescimento do partido em 2012 “vai ser apenas um prenúncio do que será 2014”. E tece a previsão com o entusiasmo daqueles que sabem fazer a diferença.


1) A sua chegada na presidência do PRB/SP ocorre em um momento importante da história do partido no Estado. Os republicanos têm um pré-candidato favorito à prefeitura paulistana, um líder na bancada federal e a militância está em franco crescimento. Esse momento veio para ficar?

Vinicius Carvalho – Ele é só o começo. Mas não é uma característica só do PRB em São Paulo, embora deva admitir que o momento seja excelente aqui. O partido, de uma maneira geral, está em franco crescimento, porque cada vez mais as pessoas, os cidadãos, estão identificando a sigla com o que esperam da política. Nossas propostas têm a credibilidade que o partido adquiriu em sua curta trajetória histórica. E por quê? Porque, como foi dito em nossa convenção em São Paulo, o PRB é um partido que adquiriu uma das maiores representatividades, mas não na quantidade e sim na qualidade. Justamente porque essa postura é cobrada e personificada em cada um de seus integrantes.


2) Mas como conseguir essa credibilidade no meio político em um momento em que o “ser político” está tão desprestigiado?

Vinicius Carvalho – O cidadão de bem não está descrente da política como instituição. Até porque em tudo se faz política. Na vizinhança, no clube, no estender a toalha na praia. São quase normas da civilidade. O ser político está muito próximo do ser polido. As pessoas têm descrença da política por causa dos personagens. Alguns, atuando ainda como representantes das oligarquias. Pessoas sem comprometimento com o povo, com seus estados, sequer com seus municípios e vizinhos. A postura do PRB sempre passa a imagem de uma opção para pessoa que cansou de escolher um nome que já a decepcionou. Ou pelo que fez quando chegou ao poder, ou por descumprir as promessas feitas. Veja o caso de José Serra, por exemplo. Quando prefeito, assinou um termo de compromisso de que não sairia candidato a governador. O que ele fez? “Rasgou” o termo. Pode parecer que não, mas isso fica na memória do eleitor. Ele liga essas atitudes a não honrar os compromissos, a políticos que usam a política e não fazem política. Por isso, o PRB não é uma opção, mas “A” opção.


3) Diante desse quadro, quais são suas expectativas para as próximas eleições?

Vinicius Carvalho – Excelentes. Mas apenas um ensaio do grande crescimento que virá em 2014. Temos certeza de que o cidadão de bem, que está cansado dessa forma arcaica de fazer política, vai identificar o PRB como “A Opção”. O povo vai reconhecer e o partido terá um grande crescimento, mas, como sempre chamamos a atenção, principalmente nosso presidente Marcos Pereira, um crescimento alicerçado em raízes fortes, em identificação e respeito com a “coisa pública”, a “res pública”. Com qualidade e não apenas a quantidade. Raízes fortes sustentam árvores frondosas, que dão frutos de qualidade.


4) Talvez até por conta dessa perspectiva de crescimento, o partido vai ter que tomar muita atenção com o andamento da campanha, a julgar pelos últimos episódios envolvendo a divulgação da posição de Celso Russomanno nas pesquisas, nas quais aparece sempre em primeiro lugar entre os pré-candidatos a prefeito de SP. Existe um boicote dos setores da mídia conservadora?

Vinicius Carvalho – Em todo lugar existem as pessoas que prestam e as que não. No Executivo, no Judiciário, no Legislativo e, claro, na imprensa. Há os veículos sérios, não tendenciosos, que dão a informação como ela é. Existe a imprensa tendenciosa, que tenta manipular a opinião pública. Essa última quer manter seus status quo, por conta de parcerias, cotas publicitárias e outros motivos menos declaráveis... Então, é natural que eles tenham medo do novo. Só que esquecem que todo o poder emana do povo. E quem manda quer o novo. Observe que os eleitores do bem identificam a pré-candidatura do Celso Russomanno com o que querem de novidade na política. Por isso, sua ascensão nas pesquisas, ainda como pré-candidato. Eu conheço Celso desde a Câmara dos Deputados. Realizamos várias diligências juntos em defesa dos direitos do consumidor. Ele, por São Paulo, e eu pelo Rio de Janeiro à época. Então, sei de onde vem sua notoriedade e credibilidade. Quando estou na rua com ele, percebo a total ausência de hostilidade. Submeta outros candidatos a esse teste! A imprensa tendenciosa, se agisse de forma correta, deveria confirmar isso. Sair com Russomanno e ver quantas pessoas o cumprimentam. Verificar se ele é hostilizado e depois fazer o mesmo com o candidato do governo federal, do governo estadual, do governo municipal. Mas, no lugar de falar dele, de fazer uma avaliação correta da situação política, prefere omiti-lo, ou achincalhar a situação colocando todos no mesmo patamar. Esse é um desserviço à cidadania, mas com certeza interessa a alguém. Eu ando pelas ruas de São Paulo e só vejo boa receptividade a Russomanno. Ele tem o menor índice de rejeição, porque a população já o identificou como alguém que está ao lado dela. E não ao lado do governo federal, do vice-presidente da República, ou do partido de quem está na máquina administrativa há seis anos e vai ter dificuldade de eleger um sucessor. Todos esses que citei têm um plano de poder que passa pela continuidade, de uma forma ou de outra. Russomanno vai brigar com essa continuidade, porque, como eu disse, o povo está cansado e quer o novo. Mas essa atitude da imprensa não é nova. No Rio de Janeiro, quando eu fui deputado pelo estado, organizávamos eventos em comunidades carentes voltados para auxiliar o cidadão nas busca por seus direitos. Várias vezes entravamos em contato com órgãos de imprensa para divulgar nossa ida até o local. Era uma prestação de serviços e eu chegava a dizer que não precisava falar que ia o deputado. Só anunciar os serviços. Pois não é que alguns veículos queriam cobrar para fazer a divulgação de um serviço que seria gratuito para o cidadão?


5) Especificamente com relação à estrutura do partido no estado, qual a sua avaliação?

Vinicius Carvalho – O PRB tem aproximadamente 460 executivas, algumas provisórias, em um estado que tem 653 municípios. Portanto, estamos em cerca de 80% deles. É um trabalho árido e criterioso, até porque, como lembro, não queremos estar em 100% dos municípios se não tivermos a premissa de que os membros dessas executivas estão comprometidos com os ideais do partido. Os futuros membros têm que estar inoculados com esse viés de mudança. Por isso, a gestão passada na presidência do PRB-SP merece louvor. Soube promover esse crescimento de forma transparente, com seriedade e sempre atenta a essas especificidades do que é ser republicano.


6) Política é também fazer alianças. Quais os compromissos que devem ser assumidos por partidos que queiram se coligar com o PRB?

Vinicius Carvalho – O compromisso básico é trilhar, cobrar e ser cobrado pela responsabilidade no trato com a coisa pública. Quem quiser marchar junto com o PRB nessa caminhada por um Brasil mais justo, que reúna desenvolvimento e crescimento social e econômico; terá que comungar de nosso mesmo pensamento no respeito às leis, aos nossos bens públicos e ao nosso cidadão. Sabendo que quem fizer essa aposta participará da grande mudança na política nacional da qual o PRB é um protagonista. Os primeiros sinais claros dessa mudança serão vistos este ano, mas o grande reflexo, tenho certeza, se dará no Congresso em 2014. Não se trata de uma utopia, mas de uma visão de futuro consolidada no fato de que no Brasil existem mais pessoas de bem do que as que só querem bens.


7 – O fato de ser um partido novo ajuda ou prejudica na hora de uma campanha majoritária?

Vinicius Carvalho – Claro que ajuda. Assusta só quem está na estrada há muito tempo. Quem se acostumou com regalias, se rendeu a vícios, que ainda mantém os resquícios vivos da ditadura, ainda que ancorados no revanchismo. No PRB não há um só político oriundo desse período nebuloso na história política brasileira. São pessoas que entraram na vida política depois da Constituição; por isso são lideranças arejadas. Para fazer essa política arejada é preciso amadurecimento, harmonia e a intenção de espantar fantasmas. Em suma, é preciso ter uma visão de futuro. Até para eliminar vícios e defeitos é preciso agir com clareza e limpidez. Afinal, como dizem, o sol é o melhor desinfetante.


8 – Como está a militância no estado?

Vinicius Carvalho – Estou definitivamente maravilhado com a motivação de nossa militância, como a do PRB Jovem e PRB Mulher, tanto estaduais como municipais, claro que nos municípios onde já estão instaladas. Todas estão firmes e convictas do nosso ideal republicano. A mulher, por exemplo, percebendo que este é o momento de conquistar seus espaços. Diria que nossa força feminina já aprendeu que não basta um só remando em um lugar, mas que, quando muitos estão trabalhando juntos, o destino é alcançado com menor esforço individual. Então, a união demonstrada pelo PRB Mulher é empolgante. Elas estão cansadas do domínio masculino, da visão atrasada que repercute até no mercado de trabalho, onde recebem menores salários apesar de terem as mesmas atribuições. Como já mostraram que competência têm de sobra, essa competência será aplicada no crescimento de sua participação cada vez mais forte em nosso partido. O mesmo se dará com o PRB Jovem, que, por princípio, tem como estandarte a busca pelo novo. O novo, que é o símbolo do PRB. Eles não são alienados da experiência do passado, mas querem usá-la para atingir novos ideais e objetivos. Unidos, estão consolidando esse arejamento politico e se qualificando como pré-candidatos a vereador, a prefeito. São promessas lapidadas no dia da dia político do partido. Gente como Jean Madeira (presidente do PRB Jovem-SP), que simboliza o futuro, mas que não é uma promessa, já é realidade. Quem conhece esses jovens em sua força de trabalho, em sua capacidade de inovar, em sua energia e aspirações políticas por um mundo melhor, identifica de onde o PRB tira sua energia. Percebe que o partido está no caminho certo, e pode apostar, sem medo, que 2012 será um prenúncio do que será 2014. Um ano de mudanças, para melhor, na forma de fazer política no Brasil.


9) O que é ser 10?

Vinicius Carvalho – É sempre querer fazer o melhor para aqueles que confiam. Como lembra o presidente Marcos Pereira, é fazer o direito, o correto. É buscar a superação, porque ser 8 ou 9 pode até servir para aprovar, mas só ser 10 o transforma em referência.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vinicius Carvalho assume Executiva Estadual

Durante a Convenção Estadual do PRB, que ocorreu no sábado (28), tomou posse como presidente da executiva estadual, o ex-deputado federal dr. Vinícius Carvalho, no lugar do deputado estadual Gilmaci Santos.
Ao tomar posse, o advogado lembrou que o partido está em crescimento, mas que não é pequeno. “Não dimensionamos o PRB pela quantidade, mas sim pela qualidade de seus filiados, portanto, qualitativamente, o PRB é um dos maiores partidos que existe em nosso País”, disse. Na ocasião, o novo presidente se comprometeu com os presentes. “Assumo o compromisso de dignificar o PRB no Estado de São Paulo", disse.
O carioca Vinicius Carvalho é advogado, especialista em direito do consumidor, consultor e orientador Jurídico, jornalista, radialista e administrador de empresas. Carvalho também foi deputado federal pelo PTdoB/RJ diretor da rádio Record AM (RJ), presidente regional da TV Record (RJ).
Na Câmara dos Deputados e ao lado do ex-deputado federal e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, Vinicius foi defensor dos direitos do consumidor. Como parlamentar também atuou em questões básicas do cidadão, idealizando um projeto social chamado Jornada da Cidadania (Jorcid), que leva serviços essenciais às comunidades menos favorecidas.
Conheça o presidente:
Texto e foto: Amanda Fischer

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

NOTA À IMPRENSA

A Revista Veja (edição 2251) trouxe uma nota na coluna Holofote com o seguinte título: “vai ficar russo para o Russomanno”, afirmando que “o presidente do PRB em São Paulo, deputado Gilmaci Santos, reuniu-se com dirigentes do PT e do PMDB nas últimas semanas de 2011 e abriu o coração, explicando que a candidatura lançada por seu partido à prefeitura paulistana não é, assim, para valer”.
A nota da Veja afirmou ainda que “a candidatura será retirada nos próximos meses – e que o dirigente quer ouvir propostas para decidir se apoia o petista Fernando Haddad ou o peemedebista Gabriel Chalita”.
Em função da inverídica nota veiculada na revista Veja neste final de semana, o Partido Republicano Brasileiro, por intermédio do seu presidente estadual, deputado Gilmaci Santos, vem a público esclarecer que:

1) a pré-candidatura do ex-deputado Celso Russomanno foi lançada no mesmo dia que este se filiou ao PRB, a saber, no dia 26 de setembro de 2011;

2) a pré-candidatura de Celso Russomanno NÃO será retirada nos próximos meses, conforme afirmou a nota da citada revista, logo, a pré-candidatura de Russomanno É PARA VALER, SIM;

3) o PRB fará uma convenção estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no próximo dia 28 de janeiro, às 10h, ocasião em que ratificará a pré-candidatura de Celso Russomanno à prefeitura de São Paulo;

4) o deputado estadual e presidente do PRB-SP NUNCA se reuniu com dirigentes do PT, nem do PMDB para discutir as eleições de 2012 à prefeitura da capital paulista;

5) o PRB está cada vez mais confiante de que o nome de Russomanno é o mais forte dentre todos os pré-candidatos e garante que sua candidatura é irreversível.


Gilmaci Santos,
deputado estadual e presidente do PRB-SP

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os sons da nossa São Paulo

Recente pesquisa da São Paulo Transporte (SP-Trans) mostra uma realidade preocupante no que se refere ao barulho produzido pelo ônibus paulistas. Na capital, cresceu cinco vezes o número de ônibus reprovados pelo excesso de ruídos, e devido a este problema, foram lacrados em 2011, de janeiro a setembro, 941 coletivos - 6% da frota. Mas, mesmo com a fiscalização, usuários e moradores dos locais de rota ainda se queixam do barulho excessivo.

Essa pode parecer uma preocupação menos importante frente a tantas outras bandeiras que venho defendendo, mas não é. Um dos veículos interditados neste ano gerava um ronco externo de 110 decibéis. Especialistas dizem que a exposição por mais de oito minutos a sons nesse nível pode levar a lesões auditivas. O pior é que ouvir este barulho de perto é como ficar em frente a uma caixa de som num show de rock. O limite permitido por aqui é de 92 decibéis para ônibus com motor na frente, e 98 nos que o possuem atrás.

Os níveis de som dentro do coletivo, para evitar danos, inclusive ao motorista e aos usuários, deveria ser de, no máximo, 84,9 decibéis. Mas o limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar danos no sistema auditivo é ainda menor, não ultrapassando 50 decibéis, ou seja, nossos índices não têm sido nada saudáveis. Os ruídos, mesmo breves, causam mais que uma simples irritação, podendo ocasionar até mesmo danos irreversíveis.

A questão passa a ser ainda mais complexa se pensarmos que além dos danos à saúde, o barulho em excesso também pode atrapalhar quem se guia pela audição, tornando o ato de ouvir uma missão impossível. O problema é muito grave, mas, na verdade, o barulho dos coletivos soma-se a tantos outros que nossa cidade já possui. Hoje, é quase impossível ouvir algo além de buzinas e outros sons altos e mecânicos.

Neste ano, o canadense R. Murray Schafer, considerado o pai da ecologia sonora, teoria que analisa como interpretamos e somos afetados pelos sons naturais e artificiais que nos rodeiam, esteve no Brasil e participou de três eventos promovidos pelo Instituto de Artes, na USP. O compositor, educador e escritor propôs uma caminhada sonora de um minuto pelo campus de São Paulo e observou que a grande maioria dos sons era mecânica. Segundo ele, foi possível perceber a sonoridade do vento por apenas um segundo.

A constatação de Schafer não nos parece tão estranha, pois convivemos diariamente com isso, mas o educador tirou suas conclusões em um dos locais mais silenciosos de São Paulo. A Cidade Universitária é uma das regiões mais calmas de nossa capital, frequentada, inclusive, por amantes dos esportes ou pessoas que querem um local mais silencioso, onde possam ler, caminhar e até mesmo meditar. Se um local como esse possui índices que incomodam, imagine os locais de grande movimento.

É fundamental que as pessoas comecem a pensar que os ambientes seriam melhores se tivessem menos ruídos. Pode até parecer uma "viagem", mas o educador mostrou o quanto é importante viver em uma cidade saudável inclusive para os nossos ouvidos. Só percebendo o quanto os ruídos têm sido exagerados é que poderemos pensar em mudanças para melhorar a acústica de onde vivemos.

Além de problemas de audição irreversíveis, a poluição sonora pode desencadear problemas cardiovasculares, estresse, alterações no sono ou níveis de irritação difíceis de conviver. Também pode ocorrer o que os especialistas chamam de presbiacusia, que é a perda gradual auditiva devido à degeneração progressiva do ouvido interno.

É preciso pensar em novas maneiras para melhorar o ambiente sonoro. Os EUA e alguns países europeus têm implantado soluções antirruído que visam melhorar a qualidade de vida das pessoas, e uma coisa que eles levam muito a sério é o barulho do escapamento. As autoridades desses países vêm buscando modos de isolamento acústico, principalmente nos coletivos.

Os motores e escapamentos desregulados são a principal causa para o excesso de barulho nos coletivos, talvez uma boa iniciativa fosse aplicar silenciadores aos escapamentos. Tenho absoluta certeza de que esta ação já tornaria o transporte público algo melhor. Então, talvez, seja possível colocar em prática o que o educador canadense disse: "Abra seus ouvidos, escute e sinta o mundo ao seu redor".

*Gilmaci Santos é deputado estadual pelo PRB e presidente estadual do partido.